
Longe de ti são ermos os caminhos
Longe de ti há noites silenciosas
Tuas mãos doces, plenas de carinhos
Perdidas pelas noites invernosas
Tanto clarão nas trevas reflugiu
Pedi à vida mais do que ela dava
Meu castelo de luz que me caiu
Eterna sonhadora edificava
Passei a vida a amar e a esquecer
As brumas dos atalhos por onde ando
Á procura de um raio de sol para me aquecer
Que há-de partir também, nem sei quando
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio
E este amor que assim me vai fugindo
A mesma angústia funda, e sem remédio
Mas a fé igual, em outro amor que vai surgindo...
FF
4 comentários:
É sempre bom que mesmo depois de tantas tristezas, se mantenha a fé num novo amor!
Beijinhos
Longe de ti
não tenho vida
procuro pelas brumas
seu vulto
seu corpo
Achei demais :-)
Adorei! Lindo na forma e no conteúdo.
Há amores que vêm e vão... Mas AQUELE há-de ficar para sempre!
Beijo grande.
Quanto tempo leva para se começar a sentir amor por alguém?
E quanto tempo leva para se passar do amor ao desamor?
É... a vida é um carrossel que não pára e o amor é um vai e vem que a acompanha enquanto ela durar.
Um poema simples, realista e muito lindo!
Um beijo soprado
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