Quarta-feira, Novembro 08, 2006

O REFLEXO



Porquê esperar porquê, se não se alcança
O gesto que estrangula, a voz que grita
Antes aproveitar a nossa herança
Do monstro que inventámos e que nos fita

Esta semente agreste que trazemos
Dentro do peito a emoção
Um punhado de cinza esparso ao vento
E na alma o bater do coração

Este frio que anda em mim, e me gelou
Que é fortuna infinita é demência
Se eu nem sei onde ando e onde vou
Sinto os passos da dor, da decadência

Sou um verme que um dia quis ser astro
Sou um refelxo...un canto de paisagem
Uma estátua truncada de alabastro
Sei lá quem sou!... Uma miragem

FF

7 comentários:

Anónimo disse...

Tanto desalento e desencanto... O teu poema é mesmo sombrio! Mas é belo!

Beijo grande.

pensamentos_vagabundos disse...

um reflexo belo e sombrio...
beijo vagabundo

Bento disse...

Isso e tudo desilusão com a vida,?
É bonito... mas muito forte!!

AS disse...

Excelente momento de poesia!!!
Este poema tem uma expressão poética belissima!

Parabéns...

Um beijo

Vera disse...

Triste, melancólico, cheio de dor e desilusão, mas lindíssimo!
Beijinhos poetisa!

Vera disse...

Amiguinha, tenho um desafio para ti no meu blog!
Beijinhos

farinho disse...

E preciso força para sabermos viver,
uma vez disseram-me que viver não custa, custa é saber viver.

Lindas as suas fotos, fora do vulgar.

Beijocas.