Terça-feira, Dezembro 12, 2006

DOR NEFASTA



Quase apagada já a luz do dia
Na hora magoadissima do poente
Que nem o mar, o grande mar ouvia
Rezava a tua voz tão docemente

No meu, o teu olhar que se morria
E o mar a nossos pés em tom crescente
Tocando nem sei que sinfonia
Na minha mão, a tua mão ardente

A mesma chama nos prendeu aos dois
E a ambos fustigou como um açoite
Depois... sei lá que aconteceu depois
Foi a primeira estrela dessa noite

Todo esse altivo e festival concerto
Sua voz, seu olhar, sua alma casta
Brancas formas de luz que ao seio aperto
Sonhadoramente, numa dor nefasta...

FF

7 comentários:

Secreta disse...

"Sonhadoramente, numa dor nefasta..."
Mais palavras para quê ? Seria um erro comentar este teu poema.
Parabéns pelo escrito.
Beijito.

Defensor, O Maldito disse...

Saudações
Um belo poema
Abraços

melinha disse...

ja ha algum tempo k aki n vinha e continua td tao maravilhoso :o)
bjinho

Anónimo disse...

Querida amiga, está magnífico!
Deslumbras-me mais e mais em cada poema!
Beijinhos!

Anónimo disse...

Simplesmente porque todos nós necessitamos de um abraço de quando em vez, deixo um abraço do fundo da minha alma para ti.

Se quiseres no blog http://lumenorigine.blogspot.com/ podes visualizar os vídeos Os Abraços são Grátis.

Anónimo disse...

Palavras que encantam. Cheias de sentimento, famintas.

Beijos meditativos.

Lord of Erewhon disse...

Também andas na bondage? :)