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Ai, amor o teu beijoDesperta em mim um desejoE aquela vontade que almejo,Que morro se não te vejo!Que louco este meu coração...Que continua na ilusão,Se te quer ainda, ou nãoE continua na solidão.Para sempre irei sussurrarO que aprendi a conjugarE contigo irei partilharEternamente o verbo amarFF
Foste um sonho,Uma esperança,Uma desilusão.Foste a causa das minhas lágrimasE nunca notasteFoste a chama do meu viverA personagem do filme que realizeiSerás uma recordação constanteA corda da minha raivaDo meu sangueDa minha culpaMas hojeÉs a pedra que esmagou o chãoQue pisa o palhaço que se riu de mimHoje,Tu és a insignificânciaQue desprezoO herói que derroteiO nome que risquei da minha vida.Hoje,Para mim és o passadoJá morto e enterradoNão existes maisFoi uma chama que se apagouE não se tornou a acenderPorque o fogo já se extinguiuFoste a causaDe todo o meu sonho desfeitoDas minhas tristezasDe todo o meu sofrerFoste...FF
Gosto da noite
Gosto de um céu cheio de estrelas cintilantes...
Gosto de instantes felizes...
Do instante seguinte!
De cada minuto que nos é dado, como que
Uma nova oportunidade para mudar tudo !
De um olhar... de um sorriso...
De sonhar!
De sentir que não estou perdida numa imensa solidão...
Que simplesmente existo!!
E por isso estou aqui
Para dar sempre o meu sorriso ás pessoas que gosto
E me fazem sentir bem!
FF
Palavras de um mundo obscuro
Sentidos opostos da vida
Sentado no alto de um muro
A espera de uma palavra amiga
Foi um fiel companheiro
De coracao simples e puro
Por amor nao trocava dinheiro
Porque acreditava no seu futuro
Caminhou numa estrada sem rumo
Guiado pela imaginacao
Riquezas dispersas como fumo
Na angústia do seu coracao
FF
Entre os teus lábios é
que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
Andou perdida no mundo
Chorou no ombro da solidão,
Apaixonou-se pela lua
E a tristeza deu-lhe a mão.
Passou ás portas do inferno,
Passou ás portas do céu
Andou perdida nas trevas
Em noites escuras como bréu.
Pedia desejos ás estrelas
Fazia declarações á lua
Brincava com o sol
Esta menina da rua.
Filha do sonho da gente
Filha do mal e do bem
Ela é tudo o que o mundo sente
Ela é tudo o que o mundo tem.
Ouve amigo!...
Tu que vives de sonhos,
Tu que vives de palavras sem sentido
Que nada dizem e nada fazem
Para construir um mundo melhor....
Tu que vives num mundo em que os outros se esquecem
Que tu existes!
Chegou o momento de parar,
Olhar para trás
Ver tudo o que não fizeste,
E pensar melhor no que poderás
Fazer ainda hoje.
Se te julgas no esquecimento,
Se pensas q não podes mudar
Aquilo que os outros dizem que mudam, mas não mudam
Então ... continua a sonhar!!
Mas um dia mais tarde,
Daqui a muito tempo
Quando o tempo tiver escavado
Longas covas no teu rosto...
Aí pararás, olharás para trás
E verás tudo aquilo que não fizeste!
Será triste...
Escorrer-te-ão lágrimas dos teus olhos
Percorrendo todas as rugas do teu rosto
Triste, e sedento de juventude...
Será triste...
Mas tu podes mudar essa tristeza,
Basta lembrares-te de uma só coisa...
O tempo nunca volta atrás...
.... por ninguém....
FF
Um dia deixei o sonho
Entrar no meu castelo
Tinha armadura de prata
Um cavalo negro montava
Meu Deus...Como era belo!...
A chuva então parou
O arco íris brilhou
e com sete cores beijou
Num céu azul cristalino
O meu sonho q era menino.
Brincava, saltava e ria
Corria de cor em cor
Mas não tardou o vento a soprar
E com ele arrastar a beleza
Desse encanto
O arco íris desfez
O céu azul fez chorar...
Mas no meu castelo guardei
O cavaleiro do sonho
Para num outro dia o soltar.
( FF )
Olhei teus olhos castanhos
molhados por um choro triste
olhaste-me em soluços risonhos
baixando a face, sorrindo fingiste.
Levantei minha mão com leveza
e passei em tua face molhada,
monstrando ainda a tristeza
De toda a mágoa passada.
Meus dedos em teus lábios tocaram
Por desejo, talvez, não sei!
Mas por saudade também passaram
Nos lábios que um dia beijei.
Nossos olhos em silêncio chocaram
em silêncio, recordando o passado
Meus lábios os teus beijaram
Como há muito não tinham beijado
Como a estrela que rasga os céus
teus olhos depressa sorriram.
Porque teus lábios sentiram os meus
e em gargalhadas se reencontraram
Olhei teus olhos castanhos...
Olhaste meus olhos verdes
Só então sorri!...
Porque afinal descobri
A beleza dos sonhos!!
FF

Amanheceu
O sol nasceu
Iluminando toda aquela
Miséria,
Violência,
Fome,
Fúria de existir...
Dia após dia,
A guerra continua
Porque os homens gostam
De empunhar as armas,
E destruir, e destruir-se.
E vão continuando a bombardear
Sem escutar os protestos
E as súplicas á sua volta,
Sem aproveitar um raio de sol
Para derreter o gelo dos seus corações.
E isto, ano após ano,
E até quando?
Não sei, ninguém sabe...
Talvez até ao dia
Em que um soldado
Jogar fora as aarmas
E içar uma bandeira branca
Pedindo a Paz.
Talvez quando uma pomba branca
Surgir no horizonte,
Trazendo no bico
Um ramo verde de esperança
E fizer de um capacete, enferrujado pelo tempo
De duração da guerra
O seu ninho!
Nesse dia,
O sol brilhará mais forte
Com um brilho resplandecente
Porque a sua luz
Iluminará a Paz
A tão esperada Paz...
FF