Entre os teus lábios é
que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
terça-feira, outubro 03, 2006
segunda-feira, outubro 02, 2006
MENINA DA RUA

Andou perdida no mundo
Chorou no ombro da solidão,
Apaixonou-se pela lua
E a tristeza deu-lhe a mão.
Passou ás portas do inferno,
Passou ás portas do céu
Andou perdida nas trevas
Em noites escuras como bréu.
Pedia desejos ás estrelas
Fazia declarações á lua
Brincava com o sol
Esta menina da rua.
Filha do sonho da gente
Filha do mal e do bem
Ela é tudo o que o mundo sente
Ela é tudo o que o mundo tem.
sexta-feira, setembro 29, 2006
TU PODES MUDAR O MUNDO
Ouve amigo!...
Tu que vives de sonhos,
Tu que vives de palavras sem sentido
Que nada dizem e nada fazem
Para construir um mundo melhor....
Tu que vives num mundo em que os outros se esquecem
Que tu existes!
Chegou o momento de parar,
Olhar para trás
Ver tudo o que não fizeste,
E pensar melhor no que poderás
Fazer ainda hoje.
Se te julgas no esquecimento,
Se pensas q não podes mudar
Aquilo que os outros dizem que mudam, mas não mudam
Então ... continua a sonhar!!
Mas um dia mais tarde,
Daqui a muito tempo
Quando o tempo tiver escavado
Longas covas no teu rosto...
Aí pararás, olharás para trás
E verás tudo aquilo que não fizeste!
Será triste...
Escorrer-te-ão lágrimas dos teus olhos
Percorrendo todas as rugas do teu rosto
Triste, e sedento de juventude...
Será triste...
Mas tu podes mudar essa tristeza,
Basta lembrares-te de uma só coisa...
O tempo nunca volta atrás...
.... por ninguém....
FF
Tu que vives de sonhos,
Tu que vives de palavras sem sentido
Que nada dizem e nada fazem
Para construir um mundo melhor....
Tu que vives num mundo em que os outros se esquecem
Que tu existes!
Chegou o momento de parar,
Olhar para trás
Ver tudo o que não fizeste,
E pensar melhor no que poderás
Fazer ainda hoje.
Se te julgas no esquecimento,
Se pensas q não podes mudar
Aquilo que os outros dizem que mudam, mas não mudam
Então ... continua a sonhar!!
Mas um dia mais tarde,
Daqui a muito tempo
Quando o tempo tiver escavado
Longas covas no teu rosto...
Aí pararás, olharás para trás
E verás tudo aquilo que não fizeste!
Será triste...
Escorrer-te-ão lágrimas dos teus olhos
Percorrendo todas as rugas do teu rosto
Triste, e sedento de juventude...
Será triste...
Mas tu podes mudar essa tristeza,
Basta lembrares-te de uma só coisa...
O tempo nunca volta atrás...
.... por ninguém....
FF
quinta-feira, setembro 28, 2006
SONHO ETERNO

Um dia deixei o sonho
Entrar no meu castelo
Tinha armadura de prata
Um cavalo negro montava
Meu Deus...Como era belo!...
A chuva então parou
O arco íris brilhou
e com sete cores beijou
Num céu azul cristalino
O meu sonho q era menino.
Brincava, saltava e ria
Corria de cor em cor
Mas não tardou o vento a soprar
E com ele arrastar a beleza
Desse encanto
O arco íris desfez
O céu azul fez chorar...
Mas no meu castelo guardei
O cavaleiro do sonho
Para num outro dia o soltar.
( FF )
terça-feira, setembro 26, 2006
O REENCONTRO

Olhei teus olhos castanhos
molhados por um choro triste
olhaste-me em soluços risonhos
baixando a face, sorrindo fingiste.
Levantei minha mão com leveza
e passei em tua face molhada,
monstrando ainda a tristeza
De toda a mágoa passada.
Meus dedos em teus lábios tocaram
Por desejo, talvez, não sei!
Mas por saudade também passaram
Nos lábios que um dia beijei.
Nossos olhos em silêncio chocaram
em silêncio, recordando o passado
Meus lábios os teus beijaram
Como há muito não tinham beijado
Como a estrela que rasga os céus
teus olhos depressa sorriram.
Porque teus lábios sentiram os meus
e em gargalhadas se reencontraram
Olhei teus olhos castanhos...
Olhaste meus olhos verdes
Só então sorri!...
Porque afinal descobri
A beleza dos sonhos!!
FF
segunda-feira, setembro 25, 2006
TALVEZ UM DIA

Amanheceu
O sol nasceu
Iluminando toda aquela
Miséria,
Violência,
Fome,
Fúria de existir...
Dia após dia,
A guerra continua
Porque os homens gostam
De empunhar as armas,
E destruir, e destruir-se.
E vão continuando a bombardear
Sem escutar os protestos
E as súplicas á sua volta,
Sem aproveitar um raio de sol
Para derreter o gelo dos seus corações.
E isto, ano após ano,
E até quando?
Não sei, ninguém sabe...
Talvez até ao dia
Em que um soldado
Jogar fora as aarmas
E içar uma bandeira branca
Pedindo a Paz.
Talvez quando uma pomba branca
Surgir no horizonte,
Trazendo no bico
Um ramo verde de esperança
E fizer de um capacete, enferrujado pelo tempo
De duração da guerra
O seu ninho!
Nesse dia,
O sol brilhará mais forte
Com um brilho resplandecente
Porque a sua luz
Iluminará a Paz
A tão esperada Paz...
FF
sexta-feira, setembro 22, 2006
MENDIGO
Na escura noite
Um vulto
Por detrás das rugas de seus olhos
Uma luz...
Uma luz quase apagada
Com um brilho baço
Que implorava compaixão.
Lentamente,
Enquanto coxeava
Estendia a sua mão e pedia,
Pedia,por amor de Deus,
Uma esmola.
A noite chorava
Molhando com suas lágrimas frias
Os trapos esfarrapados
Que serviam de vestes aquele homem
Que mesmo sem forças,
Já caído no chão
Ainda estendia a sua mão
E pedia,
Pedia por amor de Deus
Uma esmola.
A multidão passava, apressada
Ignorando e quase pisando
Aquele corpo molhado,
sem ouvirem aquela voz rouca,
sem se aperceberem
Que por detrás das rugas de seus olhos
Havia um brilho baço
Que lentamente
Se apagava para sempre
FF
Um vulto
Por detrás das rugas de seus olhos
Uma luz...
Uma luz quase apagada
Com um brilho baço
Que implorava compaixão.
Lentamente,
Enquanto coxeava
Estendia a sua mão e pedia,
Pedia,por amor de Deus,
Uma esmola.
A noite chorava
Molhando com suas lágrimas frias
Os trapos esfarrapados
Que serviam de vestes aquele homem
Que mesmo sem forças,
Já caído no chão
Ainda estendia a sua mão
E pedia,
Pedia por amor de Deus
Uma esmola.
A multidão passava, apressada
Ignorando e quase pisando
Aquele corpo molhado,
sem ouvirem aquela voz rouca,
sem se aperceberem
Que por detrás das rugas de seus olhos
Havia um brilho baço
Que lentamente
Se apagava para sempre
FF
quinta-feira, setembro 21, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
GOSTAR DE VIVER
Olhei para o lado,
Estavas tu a brincar
Corei um bocado
Tentei disfarçar e todo o meu corpo
Sem nada faltar
Ficou apoderado de uma sensação
De estranhar
Teus olhos brilhantes,
Fizeram-me vibrar
Teu sorriso terno
Deixou-me a tremer,
Teus olhar suave
Não consegui esquecer;
Até hoje, até agora, até sempre.
Faça sol, esteja a chover
Seja dia, ou entardecer
Assim ocupo o meu tempo,
Somente em ti a pensar.
E porquê? – Pergunto eu
Estarei louca, ou a sonhar?
Não é sonho, é bem real
Já sei o que se passa
Descobri o que deveras sinto,
Afinal, isto não é de admirar
Isto está sempre a acontecer
Isto é simplesmente ganhar o poder,
Ter oportunidade, uma vez de vencer
Isto é agradar, tentar compreender,
Isto é amar, querer sobreviver,
Tentar ser livre, gostar de viver
FF
Estavas tu a brincar
Corei um bocado
Tentei disfarçar e todo o meu corpo
Sem nada faltar
Ficou apoderado de uma sensação
De estranhar
Teus olhos brilhantes,
Fizeram-me vibrar
Teu sorriso terno
Deixou-me a tremer,
Teus olhar suave
Não consegui esquecer;
Até hoje, até agora, até sempre.
Faça sol, esteja a chover
Seja dia, ou entardecer
Assim ocupo o meu tempo,
Somente em ti a pensar.
E porquê? – Pergunto eu
Estarei louca, ou a sonhar?
Não é sonho, é bem real
Já sei o que se passa
Descobri o que deveras sinto,
Afinal, isto não é de admirar
Isto está sempre a acontecer
Isto é simplesmente ganhar o poder,
Ter oportunidade, uma vez de vencer
Isto é agradar, tentar compreender,
Isto é amar, querer sobreviver,
Tentar ser livre, gostar de viver
FF
terça-feira, setembro 19, 2006
CAMINHO SEM DESTINO

Batem os tambores
Desta cruel morte,
O mundo perde as suas cores
Outros perdem a sua sorte.
Depois sonham com algo além montes,
Imaginam lagos
Jamais vistos antes,
Depois dizem:
- Sou feliz
Não passam de ignorantes,
Traçam com um giz
O destino imundo desta vida
Já por eles escolhida.
Vivem imponentemente
Agarrados a um falso fundo
Ao banalizar esta guerra incessante.
Mas não vão longe!...
Jorra sangue no fervor de suas veias
Pois teceram a prisão
Nas suas próprias teias
Porque transformaram
Suas inocentes vidas
No mais cruel caminho sem destino:
- A DROGA
FF
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