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No mais secreto do que existe em tiA grande solidão que de ti esperoTua falsa beleza, que não viA voz com que te chamo, é de desesperoNão fui eu que te quis, e não são meusOs lábios sedentos que poisaramPossessa desta raiva que me deuJamais os meus dedos te tocaramNossos corpos pensantes se entrelaçamNossos sexos furiosos se confundemNossas almas sedentas se trespassamNossos prazeres únicos se fundemPensando, nos secamos e perdemosUma causa maior que nos expliqueEsta ansia de desejo que trazemosQue nos satisfaça ou justifiqueFF
Porquê esperar porquê, se não se alcançaO gesto que estrangula, a voz que gritaAntes aproveitar a nossa herançaDo monstro que inventámos e que nos fitaEsta semente agreste que trazemosDentro do peito a emoçãoUm punhado de cinza esparso ao ventoE na alma o bater do coraçãoEste frio que anda em mim, e me gelouQue é fortuna infinita é demênciaSe eu nem sei onde ando e onde vouSinto os passos da dor, da decadênciaSou um verme que um dia quis ser astroSou um refelxo...un canto de paisagemUma estátua truncada de alabastroSei lá quem sou!... Uma miragemFF
Quero viver um momento
Da noite ao mal frescor
E entre os suspiros do vento
Morrer contigo de amor
Quero tremer e sentir
Quero viver de esperança
Quero sonhar e dormir
Quero apagar a lembrança
Se me ponho a cismar em outras eras
Parece-me que foi numa outra vida
Que dantes tinha o rir das primaveras
Em que ri e cantei, em que era querida
Minha alma é frágil como o sonho de um momento
Soturna como preces de agonia
Como soluços trágicos do vento
É magoada, é pálida e sombria...
FF
Tu, que dormes, espírito serenoComo um levita á sombra dos altaresAcorda! É tempo! O sol já vai alto e plenoPosto à sombra dos credos secularesEscuto em sonhos, quando a sombra desceDa noite nas fantásticas estradasEsse novo corcel, cujas passadasE, passando a galope, me apareceUm cavaleiro de expressão potenteE o corcel negro diz: " eu sou a morte"Cavalga a fera estranha sem temorFormidável, mas plácido, no porteNuma espiral, de estranhas contorções,Como um bando levado pelos ventosNo meu sonho desfilam as visõesEspectros dos meus próprios pensamentos.FF
Nem um poema, nem um verso nem um canto
Nada a não ser este silêncio tenso
Tudo raso de ausência, tudo liso de espanto
Que faz do amor sozinho...o amor imenso!
A grande solidão que de ti espero
Que hoje te aspiro, embalo, gemo e canto
A voz com que te chamo é o desencanto
E o espermen que te dou, o desespero
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo
Do que desistir e ir embora...
Sonhar um verso de alto pensamento
São assim... ocos, rudes os meus versos
É frágil, como o sonho de um momento
Palavras vãs e sentimentos dispersos
FF
Já é manhã...
O primeiro raio de sol, já entra no meu quarto.
A preguiça envolve o meu corpo morno
Despojado de movimentos...
Volto a fechar os olhos e recuso-me a despertar
Quero continuar a sentir, o aconchego do meu leito
Mas o meu corpo quente e relaxado
Começa a reagir!
A primeira reacção, involuntária...
É um esticar de braços
Não, não é um espreguiçar!
É apenas um toque no vazio
O despertar para um novo dia
..... de solidão....
FF
Que linda tarde aberta sobre o marAbriu-se a noite em mágico luar...Andando atrás de mim, sem me largarSó o vento geme, e quer entrarE fico a olhar o luarTão prateado no marPara doidamente me lembrarE, a tristeza começa a chegar!Quanto menos recordarMenos me vou magoarMas é difícil parar..E muito mais...não chorar!O nosso amor morreu...quem o diria!
FF
Ai, amor o teu beijoDesperta em mim um desejoE aquela vontade que almejo,Que morro se não te vejo!Que louco este meu coração...Que continua na ilusão,Se te quer ainda, ou nãoE continua na solidão.Para sempre irei sussurrarO que aprendi a conjugarE contigo irei partilharEternamente o verbo amarFF
Foste um sonho,Uma esperança,Uma desilusão.Foste a causa das minhas lágrimasE nunca notasteFoste a chama do meu viverA personagem do filme que realizeiSerás uma recordação constanteA corda da minha raivaDo meu sangueDa minha culpaMas hojeÉs a pedra que esmagou o chãoQue pisa o palhaço que se riu de mimHoje,Tu és a insignificânciaQue desprezoO herói que derroteiO nome que risquei da minha vida.Hoje,Para mim és o passadoJá morto e enterradoNão existes maisFoi uma chama que se apagouE não se tornou a acenderPorque o fogo já se extinguiuFoste a causaDe todo o meu sonho desfeitoDas minhas tristezasDe todo o meu sofrerFoste...FF
Gosto da noite
Gosto de um céu cheio de estrelas cintilantes...
Gosto de instantes felizes...
Do instante seguinte!
De cada minuto que nos é dado, como que
Uma nova oportunidade para mudar tudo !
De um olhar... de um sorriso...
De sonhar!
De sentir que não estou perdida numa imensa solidão...
Que simplesmente existo!!
E por isso estou aqui
Para dar sempre o meu sorriso ás pessoas que gosto
E me fazem sentir bem!
FF