sábado, dezembro 09, 2006

AGONIA DA SAUDADE



Alguma vez no espaço de um só dia
Sonhaste percorrer a eternidade?
Que faz da nossa vida uma agonia
Alguma vez soubeste o que é saudade?

Sentiste esmurecer tua alegria
No derradeiro tom da claridade
Como ao cair da noite murcha o dia
Perdeste alguma vez a liberdade?

Se nunca presumiste o que era amor
Se uma saudade, enfim não conheceste
Despindo as galas e vestindo a dor
Que o maior mal ainda não sofreste


Vê lá do que os teus olhos são capazes
Que insensato e louco é quem se ilude
Que valha o mal que tu me fazes
Quis fugir, esquecer-te, mas não pude

FF

quarta-feira, dezembro 06, 2006

CONTRADIÇÃO



A madrugada transformou-se em poente
Deixou-me triste assim que se apagou
Eu inundei-me dessa luz ardente
Luz que nasceu e apenas cintilou

Esta contradição quem foi que a fez?
Há dois amores! Qual é o verdadeiro?
O da primeira ou segunda vez?
Se há segunda, que é feito do primeiro?

Eu que julgava eterna a duração
Do voluptuoso amor que nos unia
De junto ao meu, possuir teu coração
Eu que cheguei a ter essa alegria

Conta-me com toda a verdade
Se ainda me amas, ou assim assim
Eu vou morrendo de saudades
Mas o tempo, é que me vai matando a mim.

FF

terça-feira, dezembro 05, 2006

DESPEDIDA FATAL



Tu deste-me a ventura mais perfeita
Da imensa paixão com que te quis
Perdia-a, e dei-te a chama insatisfeita
Foi bom, ter sido muito feliz

Apaguei a última ilusão
Como um cego, a luz do dia
Sinto ainda mais negra a escuridão
Morto, o deslumbramento em que vivia

O momento mais triste de uma vida
Numa eloquência muda, apaixonada
É o momento fatal da despedida
E o meu sombrio olhar de amargurada

Sei onde vou, e a parte que me cabe
O meu destino é o que o futuro diz
E há tanta, tanta gente que não sabe
O que me falta pa ser feliz.

FF

domingo, dezembro 03, 2006

PALAVRAS PARA QUÊ...




Desejo simplesmente um Santo e feliz Natal a todos
com muita Paz, amor e harmonia.

Beijo enorme para todos

sexta-feira, dezembro 01, 2006

AS MINHAS MANIAS

Ora cara FM (mana) e VERA cá estão as minhas manias,psicoses sei lá o que lhe quiserem chamar.


Cada pessoa tem de mencionar cinco particularidades, regularmente designadas por "manias", coisas pequeninas que nos definem tão particularmente...!
Para além disso têm de desafiar mais cinco bloguistas que têm, para além de especificar as suas manias, apresentar este regulamento.
Divirtam-se!!!

1ª tara com o escovar do cabelo, eu escovo o cabelo várias vezes ao dia (demasiado longo)

2ª tenho a mania que se colocar um pirilampo azul na cabeça sou tipo ambulância (tou em todas) mas por vezes não consigo estar

3ª manter a mala super desarrumada para me conseguir orientar

4ª demasiado exigente comigo mesma

5ª falar demais e não conseguir estar quieta

APELO DA ALMA



A minha triste boca dolorida
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono esquecida
Pelo assombro desta quimera

O meu rosto de monja, de marfim
E as lágrimas que choro, branca e calma
Ninguém as vê cair dentro de mim
Ninguêm as vê brotar na minha alma

Procuro-te em vão, de braços abertos
O som dos teus passos, sei conhecer
Aguardo com sentimentos despertos
Mas sabe-se amor, que não pode ser!

A minha boca morta, grita ainda
Quando chegarás para te ver
Sentirei a tua boca, linda!
E o nosso amor renascer...

FF

sexta-feira, novembro 24, 2006

VENTO NORTE



O vento levará os mil cansaços
Através do mistério que embala
E há-de voltar aos nossos membros lassos
E em nós germinará a sua fala

Nesse êxtase pagão que vence a sorte
Num frémito vibrante de ansiedade
A nuvem que arrastou o vento norte
É a sombra entre a mentira e a verdade

O meu corpo em leves arabescos
Felinamente, em voluptuosas danças
Vai-te envolvendo em círculos dantescos
Cravados no teu peito como lanças

E gera heróis e poetas
Num mundo de maldades e pecados
O meu desejo e a minha ânsia secreta
Que sejamos eternamente abençoados

FF

sexta-feira, novembro 17, 2006

VIRTUDE



Sinto que novamente embargo
Para um mundo de aventuras
Começa um novo marco
Com palavras obscuras

Desligada dos círculos funestos
De expectativa, e mentiras alheias
Sinto o peso dos meus gestos
Nas minhas mãos, que estão cheias

Porque os outros usam a virtude
Onde germina, calada a podridão
Com uma aparente atitude
Para comprar o que não tem perdão

Um dia gastos voltaremos
De gestos agitados, irreais
A lamentar o que sofremos
A viver livres, como animais

FF

quarta-feira, novembro 15, 2006

MORRER DE AMOR




Amar-te a vida inteira eu não podia
Uma saudade morta em nós renasce
A gente esquece sempre, o bem de um dia
A mais nobre ilusão morre...desfaz-se

O nosso sonho foi alto e forte
Deve-nos ser sagrado como pão
Que pensei vê-lo até à morte
A encher-me de luz o coração

Toldam-se-me os olhos, de onde corre a vida
Neste corpo exausto que despi
Noite de amor que me foi prometida
No mais secreto que existe em ti

Sonho que eu e tu, dois pobrezinhos
Num país de ilusão que nunca vi
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
E eu morro amor, dentro de ti!


FF

segunda-feira, novembro 13, 2006

LONGE DE TI


Longe de ti são ermos os caminhos
Longe de ti há noites silenciosas
Tuas mãos doces, plenas de carinhos
Perdidas pelas noites invernosas

Tanto clarão nas trevas reflugiu
Pedi à vida mais do que ela dava
Meu castelo de luz que me caiu
Eterna sonhadora edificava

Passei a vida a amar e a esquecer
As brumas dos atalhos por onde ando
Á procura de um raio de sol para me aquecer
Que há-de partir também, nem sei quando

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio
E este amor que assim me vai fugindo
A mesma angústia funda, e sem remédio
Mas a fé igual, em outro amor que vai surgindo...

FF