quinta-feira, março 08, 2007

MULHER




Mulheres, personalidades honradíssimas
Temos nós, orgulho em tê-las.
Mãe, amada, irmã... amicíssima
Impossível não percebê-las.
Desde as meigas, às extremistas,
Não há quem possa vencê-las.

Como mãe, semeia esperança
Como irmã, espalha fervor
Se esposa, há perseverança
Se sofrida, nos causa dor
Se trabalhadora, emite confiança,
Mas em tudo, cultiva amor.

Mulher, símbolo da vida,
Imagem da perfeição.
Tantas vezes abatida
Por causa da traição
De alguém que, “enlouquecida”
Entregou seu coração.

Com palavras vim demonstrar,
Da humanidade a gratidão,
Tu mereces compartilhar
De toda realização,
Pois está sempre a participar
Do que enaltece uma nação.
Independente do nome
Que você recebeu,
É a maior demonstração
De beleza, garra, amor.... fé.
Por tudo isso você conquistou
O Dia Internacional da Mulher.


(José Raimundo Correa dos Santos)

terça-feira, fevereiro 20, 2007

HOJE SOU BÉBÉ


Hoje sou pequenina eheheh !!!
Não me importava de ser eternamente criança...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

GRITO DE AMARGURA




Lendo toda de negro, contando as horas
Os versos que são meus, o meu sonhar
Irmã da tristeza porque choras?
Envolta em névoa, fumo e luar


Passo noites e dias que grito e choro
Grito ao mundo inteiro esta amargura
Olhando amargamente para onde moro
Sinto no corpo e na alma esta tortura.


Que nesta vida amarga e tormentosa
Que fez de mim isto que sou
Eu, que era radiante e graciosa
Até chegar a morte que te levou


Continuo perguntando, o que me resta?
Tento apagar o que não se apaga
Espero apenas por uma fresta
Que me devolva a luz, como uma vaga

FF


quarta-feira, fevereiro 14, 2007

CHUVA DE LÁGRIMAS


Deixa que te diga meu amor:

Ninguém parece ouvir-me quando falo.

Será que a minha conversa é desinteressante?
Das estrelas de luz que me cegam, nenhuma é suficientemente brilhante para impedir que me sinta cega com toda a escuridão que me rodeia.
Arrasto com lentidão uma vida que sinto pesada demais. Sinto-me a rastejar no anonimato, ainda que corra no meio das gentes.

A pergunta é idiota, mas ninguém parece importar-se!

Não consegui parar o tempo, esvaiu-se na palma da minha mão.Restam-me as saudades...

O que me falta para me ouvirem meu amor?


- Tu andas no lado errado da rua!


Um dia, com calma eu vou mudar de passeio...
FF

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

A MINHA BOCA


A minha boca rubra apaixonada
Embriagou-se no teu beijo como vinho
Em ti senti nascer a alvorada
Fiz do teu abraço o meu canto, o meu ninho


E para te encontrar, foi que eu nasci
Foste vida fora, o meu desejo
Não sei se te encontrei se te perdi
E agora que de ti falo, não te vejo


Quando me lembro do sabor da tua boca
Dos teus olhos, o teu riso e dos abraços
O meu desejo cresce em fúria louca
Procuro por ti em cada espaço


Os meus olhos cerram-se de desejo
Os meus braços estendem-se para ti
A minha boca aguarda por um beijo
A minha alma canta...e ri


FF


sábado, fevereiro 03, 2007

O MEU CASTELO



Vivo sozinha em meu castelo: a dor
E nunca, nunca vi passar ninguém
O meu olhar é interrogador
Chora o silêncio...nada, ninguém vem

Rimas perdidas, vendavais dispersos
Com que eu iludo os outros, com que minto
Quem me dera encontrar o verso
Que dissesse a chorar, isto que sinto

Criança doida e crente, sou também
Tudo me fugiu, tudo morreu
Desde então choro amargamente
Na minha torre erguida, junto ao céu

Cheia de claustros, sombras, arcarias
Tem linhas de um requinte escultural
Os sinos têm dobres de agonia
A minha dor é um convento ideal.


FF

terça-feira, janeiro 30, 2007

A SOMBRA



Fala baixinho, juntinho ao meu ouvido
Num frêmito... a terra emudeceu
Que essa fala de amor seja um gemido
É mais um anjo que á terra desceu

Vejo-te só a ti no azul dos céus
Minha boca tem fome só da tua
Ó minha perfeição que criou Deus
E que num dia lindo me fez sua

Deixa-me andar assim no teu caminho
Sombra da tua sombra, doce e calma
Por toda a tua a vida, amor, devagarinho
Irmã gémea, da tua alma

Vivo longe de ti, mas que importa
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Noite alta, noite escura, noite morta
Em volta de mim... a procurar


FF





sexta-feira, janeiro 26, 2007

DESALENTO


Se há vida roubei todo o encanto
Se tanto bem lhe quis no meu passado
Ódio por ele? Não... se o amei tanto
Se o encontrei depois de ter sonhado


Vejo-me triste, só e abandonada
A caminhar na rua da amargura
Divagando pobre e desesperada
Como um cão sem dono, e que o procura

Quanta ilusão morrendo que esvoaça
Quanto sonho a nascer já desfeito
O instante que foge, voa e passa
Que tragédia tão funda no meu peito


Toda a noite choraste...e eu chorei
Á espera do consolo da tua voz
Talvez porque ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós.


FF

segunda-feira, janeiro 22, 2007

UM DESEJO MEU



Na noite em que te vi partir, ó meu amor
Levaste a minha alma apaixonada
Fiquei só com a minha dor...
Deambulando, perdida e desesperada

Não me acompanha ninguém
Caminho pela estrada sozinha
Ouço uma voz a dizer: " Ele não está bem"
Acompanha-me agora... uma luz mansinha!

Nosso sonho morreu devagarinho
Numa carreira doida, estranha caprichosa
Choro em silêncio, amo-te baixinho
Digo-te adeus, e dou-te uma rosa

Quero-te junto a mim na hora de morrer
Que seja a tua mão, branca como a neve
Quando o meu coração parar de bater
Que feche o meu olhar, numa carícia leve


FF

segunda-feira, janeiro 15, 2007

UM ABRAÇO




Quis Deus fazer-me tua, para nada
Inuteis esses beijos que te dei
Continuo sozinha na madrugada
Percorrendo o caminho de estrelas, que tracei

No silêncio das noites estreladas
Caminho sem saber para onde vou
Quem foi, que sobre as ondas revoltadas
Tinha o manto do sol, e mo roubou?

És tu que eu vejo a estender-me os braços
Que Deus criou para me abraçar, a mim
Foram-se os desalentos, os cansaços
Tudo é divino e santo visto assim

Sou a sombra profunda dos espaços
Perco-me em mim, na dor de ter vivido
E não tenho a doçura de uns abraços
Que me façam sorrir de ter nascido.



FF