
Lendo toda de negro, contando as horas
Os versos que são meus, o meu sonhar
Irmã da tristeza porque choras?
Envolta em névoa, fumo e luar
Passo noites e dias que grito e choro
Grito ao mundo inteiro esta amargura
Olhando amargamente para onde moro
Sinto no corpo e na alma esta tortura.
Que nesta vida amarga e tormentosa
Que fez de mim isto que sou
Eu, que era radiante e graciosa
Até chegar a morte que te levou
Continuo perguntando, o que me resta?
Tento apagar o que não se apaga
Espero apenas por uma fresta
Que me devolva a luz, como uma vaga
FF








